DUBLAGEM
Sandra Mara Azevedo

Dubla: María Antonieta de las Nieves ("Chiquinha")
Em: (1984) Chaves & Chapolin clássicos - Maga - TVS (SBT)
(1997) Programa Chespirito - BKS e Parisi - CNT (Gazeta) / * também dirigiu
* convidada especialmente para fazer participações nos DVDs de Chaves/Chapolin/Chespirito - Studio Gabia - DVDs Amazonas Filmes

Parceira de Marcelo Gastaldi nos velhos tempos da Maga, a atriz Sandra Mara foi a primeira dubladora da Chiquinha. Deu à personagem uma voz mais suave e natural em relação à sua sucessora, Cecília Lemes, embora as duas tenham um timbre muito parecido. Muitas vezes não é fácil reconhecer, num episódio, se a voz da Chiquinha é de Sandra ou de Cecília. Sandra criou o primeiro choro da menina em português: "A, B, C, D...", ou seja, a citação de cada letra do alfabeto a cada choramingo. Tal choro aparece nos episódios "O CAÇADOR DE LAGARTIXAS" e "SEU MADRUGA LEITEIRO". Depois, Sandra melhorou o choro, colocando os berros que todos conhecem.

E assim como Gastaldi, Sandra também criava muitos cacos na hora de dublar, o que acabou deixando a Chiquinha ainda mais engraçada. Dublou de 1984 a 1986, quando se mudou para a Europa. Voltou a dublar as personagens de María Antonieta de las Nieves em 1997 para o Programa Chespirito na CNT - nos estúdios BKS e Parisi, onde também dirigiu a série.

Fez vários trabalhos de dublagem e de locução de rádio, spots e também vários comerciais para a TV, entre eles: McDonald's, Casas Pernambucanas, Bamba, Semer, H. Stern, Jeans Vitasay e Relógios Champions. Atualmente, Sandra é diretora de dublagem e está em cartaz em São Paulo com a comédia "Até que o sexo nos separe", de Walcyr Carrasco. Ela interpreta uma terapeuta sexual lésbica que trata de um casal em crise, vivido pelos atores Fulvio Stefanini e Nina de Pádua.

Outro grande sucesso dublado por Sandra Mara foi o desenho Snoopy (versão Maga/SBT), em que a atriz fez a Pimentinha, passando toda a personalidade da personagem na voz, de uma maneira incrível. Foi muito elogiada pelos fãs de Snoopy por este inesquecível trabalho.

Por ter morado bastante tempo na Itália, Sandra fala italiano fluentemente e até já fez trabalhos artísticos nessa língua. Tem uma carreira e formação cultural invejáveis. Em 1989, formou-se em História da Arte e do Teatro no Instituto Dante Alighieri de Roma. Lá, em 1990, fundou a associação cultural Astolfo Brancaleone e a companhia teatral Ice on Holiday. Atuou em dezenas de filmes, séries, novelas e peças de teatro.

Dublagens:
- Irena Gallier (Nastássja Kinski) em A marca da pantera
- Clarice Danes em Pra Gillian com amor
- Sharon Stone em O vingador do futuro
- Winona Ryder em Adoráveis mulheres
- Nancy Travis em Um drink para o inferno
- Kyra Sedgwick em O paciente
- Michelle Pfeiffer em De caso com a máfia
- Isabelle Adjani em Subway
- Júlia Ormmond em Mistério da neve
- Sara na novela Betty, a Feia

Televisão:
- "O Jogo do Amor", de Aziz Bajur - TVS/SBT
- Apresentadora do programa TV Criança - TV Bandeirantes (1986)
- Madalena em "Jamais Te Esquecerei" (2003)

Teatro:
- Protagonista em Florinda no mundo dos bonecotes - 1984
- O dia que o Alfredo virou a mão de João Bittencourt; Direção: Francarlos Reis - 1985
- A bela adormecida. Direção: Aziz Bajur - 1986
- O que o mordomo viu de Di Joe Orton; Direção: Flávio Rangel - 1986
- Meno Male de Juca de Oliveira; Direção de Bibi Ferreira - 1987/88
- Protagonista em Macche Favoli, Telesogni de P. Balmas e P. Quattrocchi; Direção: Carlo Briani - Teatro Politécnico de Roma. Prêmio de melhor espetáculo do festival de teatro "Tutti in Scena" de Roma, Itália - 1991
- Protagonista em Peccato che Sono Felice - Direção: Valeria Benedetti Michelangeli - Teatro "Agora", de Roma - 1993
- Protagonista em Tivvucumpra. - Direção: Carlo Briani - Teatro "Agora" de Roma - 1993
- Le Sorprese del Divorzio. Direção: Carlo Briani, vencedor da Menção Honrosa do Festival "Tutti in Scena" - 1994

- * Hoje: "Até que o sexo nos separe", de Walcyr Carrasco. Com Fulvio Stefanini e Nina de Pádua.

Ficha Técnica
Texto:
Walcyr Carrasco.
Direção: José Renato
Elenco: Fulvio Stefanini, Nina de Pádua e Sandra Marah.
Duração: 90 minutos.

Leia abaixo uma crítica teatral do atual trabalho de Sandra Marah:

'Até que o Sexo nos Separe'
Comédia de Walcyr Carrasco aborda as agruras do relacionamento

Por Paco Llistó

Para enfrentar as dificuldades do casamento, seja ele homo ou hétero, é necessário muito talento e inspiração. E é com esse talento que o autor Walcyr Carrasco desenha os personagens de sua comédia "Até que o Sexo nos Separe", que estreou no Teatro Brigadeiro em São Paulo.

Na peça, Renato (Fulvio Stefanini) e Lívia (Nina de Pádua) são um casal em crise, que vai percebendo o desgaste de sua relação após tanto tempo junto. Os conflitos típicos de um casal de classe média vão sendo expostos pelo executivo e pela tradutora. E tudo é motivo para a briga: a filha maconheira que namora um surfista, a pizza de aliche e, claro, o sexo. A relação entre eles acaba degringolando quando Renato revela que perdeu atração pela esposa, levando-a a procurar uma terapeuta sexual lésbica (Sandra Marah), que por ironia também não escapa de conflitos e, numa cena hilariante, chora as pitangas na presença de Lívia.

Num tom extremante leve e comercial, o autor, mestre em construir comédias românticas como esta, coloca no delicioso jogo entre os personagens os ingredientes básicos que envolvem um casal burguês. E as dúvidas que surgem dessa realidade estão inevitavelmente presentes na maioria dos lares brasileiros.

Essa realidade que se explicita a todo momento vai desenhando personagens ao mesmo tempo patéticos e extremamente humanos, frágeis, medrosos e inseguros. E sob a ótica da comédia de Walcyr, eles geram o riso imediato. Mas, segundo explica o autor, a peça não é simplesmente uma comédia pela comédia. "Os personagens são humanos. O público ri porque os problemas são engraçados, embora sérios. Fala de todos os casais, da crise conjugal. A idade não conta. Jovens, maduros, pós-maduros vão se identificar com os desencontros, a tentativa de resolver uma relação desgastada", diz.

O que mais atrai em Até que o Sexo nos Separe é justamente isso: a discussão descompromissada dos riscos que surgem na vida de um casal e o desespero em querer solucioná-los. Em momentos de confissão, os personagens dialogam com a platéia, fortalecendo essa relação real/simbólico presente no texto. E é por esse motivo que a peça é tão atual.